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Setor

M&A em Energia e Infraestrutura

Transição energética, saneamento, transporte, logística e ativos de infraestrutura no radar do capital de longo prazo. Fundos globais de infraestrutura seguem ativos no Brasil.

Panorama do setor

Energia e infraestrutura concentram algumas das maiores transações do mercado brasileiro. Transição energética (renováveis, transmissão, armazenamento, hidrogênio), novo marco do saneamento, concessões e privatizações compõem um pipeline estrutural para os próximos anos.

Múltiplos são função de vida útil, contratos (PPA, concessão), regulação e curva de fluxo de caixa. Renováveis operacionais em métricas de EV/MW e TIR desalavancada; transmissão em RAP e prêmio; saneamento e concessões em modelo próprio.

Compradores são majoritariamente estratégicos globais e fundos de infraestrutura de longo prazo (pension funds, sovereign wealth, infra funds). Private equity clássico é minoritário em ativos operacionais, ativo em plataformas de desenvolvimento.

Drivers de M&A

Transição energética

Solar, eólica onshore/offshore, armazenamento, hidrogênio verde.

Novo marco do saneamento

Universalização até 2033, concessões e PPPs em ritmo acelerado.

Reciclagem de portfólio

Grandes grupos vendendo ativos maduros para reinvestir em desenvolvimento.

Capital de longo prazo

Fundos de infraestrutura globais buscando yield em BRL de qualidade.

Subsegmentos ativos

Geração renovável

Solar, eólica onshore, PCH, biomassa, armazenamento.

Transmissão e distribuição

Linhas de transmissão, subestações, ativos regulados.

Saneamento

Água, esgoto, resíduos sólidos, concessões municipais.

Transporte e logística

Rodovias, ferrovias, portos, aeroportos, hidrovias.

Óleo e gás

Exploração, midstream, downstream, gás natural.

Infraestrutura digital

Data centers, torres, fibra óptica, tower cos.

Perfis de compradores ativos

Universo de compradores mapeados pela Baker Tilly com base em transações recentes e mandatos ativos no setor.

Estratégicos
  • Utilities globais e brasileiras (Iberdrola, EDP, Engie, Enel, Cemig, Copel, Equatorial)
  • Operadores de saneamento (Aegea, Iguá, BRK, Águas do Brasil)
  • Concessionárias de transporte e logística
  • Grandes de óleo & gás e midstream
Financeiros
  • Fundos de infraestrutura globais (Brookfield, Macquarie, IFM, Actis, CDPQ, GIP)
  • Pension funds e sovereign wealth funds
  • Fundos brasileiros de infraestrutura (Vinci, Pátria, IG4, Perfin, XP)
  • Bancos de fomento e multilaterais (BNDES, IFC, BID, IDB Invest)

Teses de consolidação

  • Reciclagem de ativos renováveis operacionais para financiar desenvolvimento.
  • Consolidação de plataformas de saneamento pós-marco regulatório.
  • Aquisição de tower cos, fibra e data centers por infra funds globais.
  • Combinação de ativos em holdings de infraestrutura sustentável.

Pontos de atenção

  • !Regulação setorial e risco político.
  • !Curvas de preço, GSF, exposição a mercado livre.
  • !CAPEX, atraso de obras e project finance.
  • !Licenciamento ambiental e questões fundiárias.

Perguntas frequentes

Como se avalia um ativo de geração renovável?

+

A avaliação combina fluxo de caixa desalavancado (base para TIR real desalavancada), contratos de venda de energia (PPA regulado ou mercado livre), curva de preços de longo prazo, vida útil, capex de manutenção e prêmio de plataforma. Compradores infra buscam TIR real desalavancada entre 7% e 10% para ativos operacionais de qualidade.

Fundos globais de infraestrutura ainda investem no Brasil?

+

Sim, com forte presença de Brookfield, Macquarie, IFM, Actis, CDPQ, GIP e outros. O Brasil continua sendo destino relevante em renováveis, transmissão, saneamento e infraestrutura digital, com pipeline estrutural para a próxima década.

O que muda com o novo marco do saneamento?

+

O marco (Lei 14.026/2020) universaliza água e esgoto até 2033, criando pipeline massivo de concessões, PPPs e privatizações municipais e regionais. Consolidadores privados (Aegea, Iguá, BRK, Águas do Brasil) e fundos globais competem por essas oportunidades.

Como se estrutura um project finance para um novo projeto de energia?

+

Combinamos equity (sponsors), dívida sênior (BNDES, bancos comerciais, debêntures de infraestrutura), garantias contratuais (PPA, EPC, O&M) e coberturas de risco. A estrutura preserva rating do projeto, otimiza custo de capital e permite alavancagem compatível com a estabilidade contratual.

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