Setor
M&A em Serviços Financeiros
Fintechs, seguros, gestoras de recursos, corretoras, crédito e meios de pagamento em um mercado em recomposição, com reorganização de grupos financeiros e novas teses de consolidação.
Panorama do setor
Serviços financeiros passam por reorganização estrutural: fintechs maduras buscando escala ou saída, grandes bancos reordenando portfólio, gestoras em consolidação, corretoras em fusões e o setor de seguros com movimento sustentado de M&A.
Múltiplos: fintechs de crédito e pagamento em métricas específicas (P/BV, EV/receita ajustada); gestoras de recursos entre 4% e 8% de AuM (dependendo de mix, base e taxa de administração); corretoras de seguros em 6x–10x EV/EBITDA; seguradoras em múltiplos regulatórios específicos.
Compradores incluem grupos financeiros brasileiros em reorganização, seguradoras internacionais, private equity com teses financeiras e outros fundos especializados.
Drivers de M&A
Reorganização de grupos financeiros
Grandes bancos desinvestindo não-core e adquirindo peças estratégicas.
Consolidação de gestoras
Independentes ganhando escala via fusões e aquisições de books.
Amadurecimento fintech
Fintechs pós-hype buscando liquidez ou complementaridade com estratégicos.
Seguros em expansão
Corretoras consolidando e seguradoras estrangeiras ampliando presença.
Subsegmentos ativos
Crédito B2B, consignado, PJ, cartões, BNPL.
Adquirência, BaaS, PIX, subadquirência, wallets.
Multimercado, ações, previdência, crédito, ilíquidos.
Corretoras de valores, distribuidoras, plataformas independentes.
Corretoras, resseguros, seguradoras especializadas, insurtechs.
Middle-office, compliance, custódia, escrituração.
Perfis de compradores ativos
Universo de compradores mapeados pela Baker Tilly com base em transações recentes e mandatos ativos no setor.
- ▸Grandes bancos brasileiros (Itaú, Bradesco, BTG, Santander, Safra) e digitais
- ▸Seguradoras internacionais (Zurich, Chubb, Allianz, Prudential)
- ▸Consolidadores de corretoras de seguros
- ▸Bolsas e infraestruturas de mercado (B3, plataformas globais)
- ▸Private equity financial services (Advent, Warburg, General Atlantic, Vinci)
- ▸Fundos globais de fintech e financial services
- ▸Family offices e endowments
- ▸Search funds especializados
Teses de consolidação
- ✓Consolidação de corretoras de seguros em plataformas regionais/nacionais.
- ✓Aquisição de gestoras independentes por plataformas de wealth.
- ✓Combinação fintech + banco/seguradora tradicional para completar oferta.
- ✓Consolidação de meios de pagamento em nichos verticais.
Pontos de atenção
- !Regulação BACEN, CVM, SUSEP, ANS.
- !Capital regulatório e reservas técnicas.
- !Concentração de contrapartes e risco de crédito.
- !Portabilidade e retenção de clientes/gestores.
Perguntas frequentes
Como se avalia uma gestora de recursos?
+
Gestoras negociam tipicamente entre 4% e 8% do AuM, dependendo do mix de fundos (equity vs. renda fixa vs. ilíquidos), taxa de administração e performance, estabilidade da base, dependência de gestores-chave e histórico de resgates. Métricas complementares (EV/receita, EV/EBITDA ajustado) são usadas em paralelo.
Quanto vale uma corretora de seguros?
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Corretoras negociam entre 6x e 10x EV/EBITDA, com prêmios para negócios com renovação estável, mix diversificado (P&C, vida, benefícios), tecnologia proprietária e independência de canal. Corretoras corporate e de nichos regulados capturam múltiplos superiores.
Fintechs ainda são compradas em 2026?
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Sim, com racionalidade. Fintechs com receita real, unit economics saudáveis e complementaridade estratégica com estratégicos ou consolidadores seguem sendo compradas. O foco migrou de crescimento a qualquer custo para rentabilidade, escala e diferenciação real.
Como funciona a aprovação regulatória em M&A financeiro?
+
Transações relevantes exigem aprovação de BACEN, CVM, SUSEP ou ANS dependendo do segmento. Estruturamos o processo para minimizar risco regulatório (change of control, capital, aptidão), coordenamos com advogados especializados e prevemos gates regulatórios no cronograma da transação.
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